Cesar Moreno
Sócio da Divisão de Consultoria

Low profile, muito rápido e desconcertante. Eis o mundo das criptomoedas e blockchain que se apresenta para nós. Separamos 10 coisas que você precisa saber sobre o tema:

  1. Rede escassa: É uma rede desenhada para ser escassa. Imutabilidade e rastreabilidade são dois itens complexos dentro deste novo sistema, especialmente porque seus usuários desejam autonomia e privacidade em suas transações.
  2. Nível internacional: discussões sobre a transparência nas contas de blockchain, exigência de licença e banimento de criptos anônimos são temas que preocupam todos os países do mundo. O único consenso até aqui é que é o método convencional de compliance não funciona para este novo ambiente virtual de negócios.
  3. Práticas de compliance: Se por um lado o mercado sedimentou o princípio geral do “Know your Customer” (Conheça seu cliente), do outro lado, no mundo blockchain, fala-se mais do “Know Your Transaction”, ou seja, conheça sua transação.
  4. Preocupações atuais: associar criptomoedas à deep web, ou ainda, ligar o blockchain aos casos de lavagem de dinheiro é um pensamento simplista. Basta ver o noticiário para se chegar à conclusão que a lavagem de dinheiro infelizmente ocorre no dia a dia, e dentro do ambiente tradicional de negócios, com toda a regulamentação e “segurança” existente hoje. O que não se pode é negar a tecnologia, sob o pretexto de evitar seu uso indevido.
  5. A falta de regulamentação: é verdade que estamos diante de um mercado emergente e que o excesso de regulamentações poderia estrangulá-lo. Mas vive-se, atualmente, a ausência completa de regulamentações, pois o mundo tecnológico caminha muito à frente do mundo jurídico.
  6. Aliás, por falar em mundo jurídico… Pensemos no Marco Civil da Internet, promulgado em 2014. Em 1995, a internet contava com 16 milhões de usuários. Contudo, apenas surgiu uma lei para regulamentá-la em 2014. Quase 20 anos de espera. E o que aprendemos com isso? As leis não acompanham a tecnologia.
  7. É hora de observar os casos concretos: alguém já ouviu falar no Polo Multimodal de Pecem? Pois bem, fica no Brasil, em Fortaleza, e é um dos pioneiros no mundo da smart industry (vide abaixo). Este porto promete uma verdadeira revolução não só porque otimizará as rotas para Ásia, como também por ser um dos primeiros na utilização da tecnologia blockchain para contratos e para o acompanhamento da logística.
  8. O que significa Smart Industry? É a indústria 4.0, a quarta revolução industrial da humanidade. Este movimento inclui inteligência artificial, máquinas que pensam e uso de energia renovável. É o que chamamos de “Smart Chain Concept”.
  9. Até a ONU já está usando! A ONU implementou nos campos de refugiados uma interface simples e amigável, que permite aos médicos gerar em tempo real históricos médicos, certidões de nascimento e óbito através da blockchain. Este é apenas um dos muitos exemplos que nos passam a imensidão do potencial social e humanitário da tecnologia.
  10. Conclusão: A forma como o mundo está lidando com o dinheiro está mudando e não existe mais espaço para excesso de regulamentações ou contratos extremamente complexos. Na Suíça já se fala em “neutralidade tecnológica”, visando estimular o desenvolvimento dos criptoativos. Resultado: uma ebulição de negócios na Suíça, enquanto no Brasil…


 

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