Renata Freires de Almeida
Sócia da Divisão de Consultoria

Pensar na própria sucessão não é tarefa fácil, mas o fato da vida é que, independentemente de nossa vontade, a sucessão fatalmente ocorrerá para todos e, a partir de uma sucessão não planejada, a administração do patrimônio por seus sucessores pode não seguir o rumo esperado.

Tomemos como exemplo uma herança composta basicamente por imóveis, onde um herdeiro pretende vender os imóveis recebidos por herança, enquanto que o outro herdeiro não pretende vender.

Neste caso, como a sucessão não foi planejada, os dois herdeiros serão proprietários de tudo, na proporção de 50% para cada um, de modo que toda e qualquer decisão dependerá da assinatura de ambos, o que nesse exemplo poderia ser o início de um conflito de interesses entre os herdeiros, agora condôminos do imóvel.

O mesmo problema pode ocorrer quando existem empresas familiares envolvidas na sucessão, hipótese em que eventuais divergências podem surgir ou agravarem-se, seja por questões estratégicas – priorizar investimento em detrimento da distribuição dos dividendos, por exemplo, seja por conta do preenchimento dos cargos administrativos – profissionalização da administração X distribuição dos cargos entre membros familiares.

Estas e outras situações podem ser resolvidas com o planejamento sucessório que, de um modo geral, cria uma solução sob medida às necessidades de cada pessoa que pretende planejar para preservar não só o patrimônio, como, também, preservar a própria unidade familiar.


 

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